Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta terça-feira (3), a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A solicitação foi protocolada pelo vereador Eduardo Moura (Novo) e assinada por parlamentares da oposição, após a modificação do resultado de um concurso público que teria favorecido o filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e de um juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Após a repercussão do caso, a nomeação foi cancelada no final de dezembro.
O vereador acusou João Campos de ter cometido crime de responsabilidade e infração político-administrativa, com suposta violação de artigos da Lei Orgânica do Município. Para ser aprovado, o requerimento precisava do voto favorável da maioria simples da Câmara, o que não ocorreu. Foram 25 votos contrários, nove favoráveis e três abstenções.
As críticas tiveram início após a Prefeitura do Recife nomear, no dia 23 de dezembro, como procurador do município, o candidato Lucas Vieira Silva, filho do juiz Rildo Vieira da Silva e da procuradora do Tribunal de Contas do Estado Maria Nilda Silva, após uma alteração na lista de aprovados na condição de pessoas com deficiência. À época da homologação do concurso, em 2023, ele ocupava a 63ª posição entre os candidatos que disputavam três vagas de ampla concorrência.
Por Bahia Notícias
