Maria Milza, agricultura de Itaberaba que pode virar santa Crédito: Reprodução
Uma cerimônia em Itaberaba, na região da Chapada Diamantina, nesta sexta-feira (15), marcará o início do processo de beatificação da agricultora baiana Milza Santos Fonseca, que viveu no povoado de Alagoas, no interior da Bahia, e pode se tornar a segunda santa baiana.
A partir das 9h30, será instalado o tribunal diocesano no Santuário Diocesano da Caridade Nossa Senhora das Graças, em sessão presidida pelo bispo da diocese de Ruy Barbosa, Estevam dos Santos Silva Filho.
A instalação marca a fase inicial do processo, que consiste na coleta de testemunhos, documentos e provas sobre a vida, virtudes e fama de santidade da Serva de Deus. Após a sessão de instalação, será celebrada uma missa em memória aos 102 anos de nascimento de Maria Milza.
Quem foi Maria Milza
Maria Milza dos Santos Fonseca nasceu em 1923, sua trajetória de vida é marcada pelo cuidado com os pobres e doentes, pela intensa vida de oração e pela atuação missionária em sua comunidade. Ela faleceu em 1993, deixando um legado de fé, caridade e serviço ao próximo, que continua inspirando fiéis e devotos em diversas regiões do Brasil.
Com cerca de 30 anos, Maria Milza começou a ter as chamadas locuções interiores, momentos em que Deus ou Nossa Senhora falam diretamente ao coração. Na época, ela morava fora de Alagoas com a família, mas essa voz interior lhe dizia para voltar ao povoado onde nasceu, pois muitas pessoas viriam em busca de cura.
“Ela voltou e foi aí que tudo começou. Os milagres, as curas. Gente de todo canto indo para Alagoas. Faltava gasolina nos postos da região, de tanta gente que ia. A pé, de cavalo, de carro. Gente de cidades vizinhas, mas também de muito longe”, conta o diácono Genival de Jesus Araújo, que conviveu com Maria Milza
Na casa simples onde morava, Maria Milza recebia a todos sem distinção. Quem chegava, recebia uma palavra de ânimo. Dizem que ela tinha o dom de ‘ler a alma e os pensamentos’ daqueles que buscavam seu socorro
“Eu vi muitas vezes isso acontecer. Ela sabia o nome e o problema da pessoa. E nunca dava uma resposta pronta, cada visitante recebia uma palavra diferente, conforme o que vivia. Depois, vieram muitos milagres, mas o maior milagre mesmo era a sua humildade, a vida de oração e o cuidado com os pobres”, completa o religioso.
Por Correio24horas